domingo, 26 de setembro de 2010

O voto é secreto, mas a minha opinião não!

Put's...
Vou te contar que, ultimamente, tenho sentido uma saudade enorme do Enéias e seu plano de bomba atômica! Principalmente quando vejo a petralhada e toda sua campanha mascarada...

Não curto discutir política, nem gosto muito da ideia de tentar convencer as pessoas na marra de que estão erradas... Adiei ao máximo o momento de escrever esse post, pq é um assunto delicado e que muito me cansa, mas me peguei sendo obrigada a fazê- lo por desencargo de consciência. Não que o que eu escreva vá ser levado em consideração por alguém lá na urna, mas vou me sentir muito mais aliviada, sabendo que a minha parte foi feita.





Plínio Arruda (50)

Irônico, sarcástico, inteligente e provocativo. um cara que eu nunca tinha ouvido falar, mas que muito me surpreendeu com seus argumentos inquestionáveis, e, com falas invejáveis. Invejáveis principalmente quando se trata de menções dirigidas à minha "paixão" Lady Dilma (e cia.).
Tamanha genialidade me encanta, e, lamento muito por não tê- lo conhecido antes, certamente se assim fosse, meu voto não teria outro rumo senão o "50"...







Marina Silva (43)



Pra mim, um dos maiores exemplos de superação!
Uma mulher que começou a ser alfabetizada somente aos 16 anos, e, que conseguiu recuperar o tempo perdido, trilhar uma caminhada impecável em conduta e ainda ser incluída numa lista mundial entre as 50 pessoas capazes de mudar o planeta. Planeta, meu querido!!! Né pouca coisa não, mané...  Vai desacreditando da muié (tá, meu forte não é a rima)...
Mas a minha decepção começa justamente quando não deveria: a campanha à presidência...
Essa alma petista sustentada por ela, me assusta. Marina não critica Dilma, não critica Lula, não critica o PT.
Se foi justamente o descontentamento com o partido que a fez se filiar ao PV, não entendo o motivo de tantos cuidados e tanto receio em mostrar ao povo as coisas que a deixaram insatisfeitas. Talvez, ela tenha visto, por estar do lado de dentro, coisas que nós daqui de fora não conseguimos ver. E, acho justo ( e não apenas apropriado) compartilhar essa experiência, ainda que não tão agradável, conosco.
Esse comportamento ameno muito me incomoda e, me faz crer que é um tipo inconsciente de omissão, até mesmo de uma sutil covardia, que me leva a deixar de tê- la como primeira opção de voto.




José Serra (45)



Ao contrário do que pensa a grande maioria, Serra não vem de uma família de burgueses.Cresceu em uma família de classe média baixa - o pai custeou seus estudos vendendo frutas no Mercado Municipal. E tão pouco é médico..rs.. O candidato, é na verdade formado em Economia, e é sem dúvida, dentre os demais, o mais preparado, na minha modéstia opinião.
Serra fez um ótimo trabalho como Ministro da Saúde (de onde vem a sua "fama" de médico), quando criou um programa de combate à AIDS, mundialmente conhecido e tido como referência em muitos países, e implantou os remédios genéricos, entre outras ações. Manteve o pulso firme como Prefeito e Governador de São Paulo, consolidando- se como administrador capaz e eficiente. Sem contar que como deputado federal, senador e ministro do Planejamento e Orçamento (no governo FHC), o homem já vinha dando indícios positivos de toda a sua capacidade de comando.
Eu poderia citar o fato de ter sido um perseguido político, mas prefiro focar no Serra com experiência política e serviços prestados ao Brasil, um líder desde sua juventude, um cara que faz!
Gosto da tragetória do Serra, mas acima de tudo, me confortaria muito eleger um presidente que tem uma história concreta real, que trabalhou pelo país, cujo a garantia de eficiência está em seu próprio currículo.


Dilma Rousseff (13)


Essa eu não sei o que fez de bom...
Uma rebelde sem causa.
Lutou pela defesa da liberdade? Foi uma militante com ações pela democracia?
Eu me criei em um Brasil já democratizado, e, confesso que por não sofrer na pele a ditadura, sempre evitei ao máximo me aprofundar na história por puro medo de me deparar com horrores traumatizantes. Mas, nunca ouvi falar que mocinhas fossem tiradas de casa e obrigadas a se juntarem à guerrilheiros armados. Nem nunca soube que roubar, matar, sequestrar e praticar crimes fossem louváveis em favor de causa alguma (tanto que a ditadura teve fim mesmo com  um movimento pacífico- Diretas Já). Desde quando terrorismo é justificável?
E eu que não posso me prolongar muito nesse assunto, por desconhecimento de causa, posso muito me estender em outros, mas tentarei não fazê- lo.
Mas, posso afirmar que não votarei em uma senhora que só fez lambança como ministra, que sequer lia o que assinava (aham!- acreditei nessa!), que não tem uma história confiável, que garante que houve um investimento em saneamento monumental na Baixada Santista do Rio de Janeiro (-.-'), que diz que o meio ambiente é uma ameaça ao desenvolvimento sustentável, que mentiu um mestrado que nunca teve, e, que é tão inteligente quanto o nosso digníssimo presidente Mula da Silva.
Pra não fazer desse post um livro, tire suas próprias conclusões você mesmo...
E quando estiver de frente pra urna, reflita se é essa fraude intelectual e marketeira que você quer pra presidir o SEU país.












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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Eu cresci?!



Se eu soubesse que crescer doía tanto, tinha me mantido por mais tempo criança...

               Um dia eu era apenas uma garotinha, perdida entre bonecas e tarefas escolares; 
noutro eu era uma jovem, perdida entre suspiros e medos...
Não me lembro como deixei de ser aquela garotinha... 
não me lembro do dia que me dei conta de que havia crescido... 
mas, me recordo de cada dor, de cada tropeço, de cada erro, de cada mágoa que vivi...

É tão difícil aprender...

Por mais que as pessoas nos contem suas experiências, nos mostrem seus exemplos, nada nos tira aquela sensação errônea de auto- suficiência;
e, só quebrando a cara, só sentindo a dor das próprias feridas, que nos damos conta do quão mais fácil seria se conseguíssemos seguir esses tais exemplos...

Doeu, sarou; ri, chorei... 
Mais doeu do que sarou, mais chorei que ri.. 
Mas, feriu com tanta intensidade que não me deixou repetir; 
foram tantas lágrimas que até quando feliz, as senti correr 
(as lágrimas são praticamente uma extensão de mim).

E, enquanto organizava meus pensamentos pra colocá- los aqui, me peguei pensando na definição de "exemplo", talvez pra tentar entender o pq de quase nunca ninguém seguir o de outrem. Numa rápida pesquisa, achei a seguinte explicação: "Tudo o que pode ser imitado" . Não precisa de mais pra saber o pq... Logo na fase de transição, do novo, o que menos se precisa é de uma xerox da vida do próximo, nós queremos mesmo é ser diferentes, é achar nossa própria identidade.

Diferentes? 
Sim!
Mesmo querendo fazer parte de uma determinada tribo, 
ainda que usando roupas, tênis e cabelos parecidos.... 
Sim,  nós queremos ser diferentes!


E pq raios eu comecei esse texto no singular e tô terminando no plural?
Simples... por mais que o tempo passe, e, as gerações evoluam (ou não) sempre teremos algo em comum: somos todos iguais em nossas diferenças! 
Clichê? Aham! Mas o clichê mais assertivo que há.

E quer saber a real?! 
Quem foi que disse que eu deixei de ser aquela garotinha, né Cássia Eller?!




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terça-feira, 7 de setembro de 2010

Eu tô falando é de HONRA!!!


Hoje o dia é especial!
Mais do que a nossa comemoração tradicional do 7/set, hoje, a Nação Tricolor pode se orgulhar em ter por 20 anos o maior goleiro de todos os tempos: Capitão Rogério Ceni.
Sou fã de pessoas de boa índole, e tenho tanto que me orgulhar de fazer parte de uma nação cujo o manto é honrado de verdade. Pensa um instante comigo: quantos profissionais podem dizer que estão em uma mesma empresa há 20 anos? Ainda mais se essa empresa for um clube de futebol?! Nós brasileiros acompanhamos a ida dos nossos craques pra fora, e, eu como uma São- Paulina de 20 e poucos anos, me sinto privilegiada em ver o meu ícone lá desde que me entendo por gente.



Não tem como pensar em São Paulo Futebol Clube sem associar ao Ceni.
Em 2007 (22/jul), vi a quebra de um recorde, quando ele completou 309 jogos em campeonatos brasileiros atuando pelo mesmo time; acompanhei, meu goleiro por  988 minutos sem sofrer gols (terceira maior sequência invicta da história do Campeonato Brasileiro); em 2009, nosso Capitão tornou-se o jogador que mais partidas jogou da história do Campeonato Brasileiro;  esse ano, em 28/ abril completou 900 jogos pelo SPFC... tem noção do que é vestir uma mesma camisa 900 vezes?! Fico até arrepiada ao pensar nisso...
Como se não bastassem todos esses recordes, ainda é o maior artilheiro do São Paulo na história da Libertadores  (11 gols)... Um goleiro matador, meu querido!!! Nem os atacantes balançaram a rede como ele... Só pra somar aos 90 gols da sua carreira brilhante.

Pra mim, uma humilde torcedora, é  tão difícil escrever sobre esse cara...
Pq quanto mais me pego relembrando desses 20 anos, mais me emociono com tantas alegrias que esse Homem me proporcionou... 
Exemplo de ser- humano, de caráter, de profissional...

Arthur Schopenhauer disse que "a honra é, objetivamente, a opinião dos outros acerca do nosso valor, e, subjetivamente, o nosso medo dessa opinião", mas o disse sem conhecer nossa Muralha
Aucélio Gusmão  define honra como  "a poesia da vida, virtude, regra de conduta, segundo os princípios morais mais elevados, companheira inseparável da verdade"; eu, orgulhosamente, posso resumir em dois substantivos: ROGÉRIO CENI!



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domingo, 5 de setembro de 2010

A diferença entre o q'eu acredito e o q'eu sou

Lutamos tanto por liberdade, por direito à livre expressão, por igualdade entre os sexos, por uma sociedade mais humanitária e mais harmônica, que esquecemos de rever nossos pré- conceitos.
Essa geração talvez seja a mais acomodada. Se já tivesse tudo evoluído ao ponto de não precisarmos mais lutar por nada, eu diria que seria hora de se cruzar os braços e apenas comer os frutos das plantações anteriores, mas ainda está longe de ser o mundo ideal.
A acomodação é tamanha, que as pessoas não se dão ao trabalho sequer de pensar por si sós, aceitam conceitos antigos e fazem deles seus próprios conceitos por ser muito mais cômodo que parar e analisar, e, formar suas próprias ideologias.


"Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo que fizemos, ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais" 


Quando Belchior compôs "Como nossos pais", talvez não tivesse ideia de que as gerações futuras ainda fariam uso de seus versos para expressarem sua indignação. Eu aqui, humildemente, o faço.


As pessoas confundem religião com crença, valores com aparência...
Quer saber: EU SOU EVANGÉLICA, SIM!
Falo palavrão, tenho tatuagem, piercing, não tenho cabelo cumprido (e vire e meche ele fica azul, rosa, roxo, verde...), nem uso saião, e tão pouco aceito ser submissa a um marido. Ser crente não é aceitar tudo que se é dito por uma determinada doutrina sem questionar, não é aceitar tudo sem se opor. Justamente por isso, alguns se denominam ''protestantes''.
Não estou dizendo aqui que o meu jeito seja o certo, longe disso. Estou muito frustrada por não ter a comunhão que queria com o meu Deus, mas a almejo, sim. 
A questão é: toda vez que me apresento, que me digo Evangélica as pessoas logo duvidam, ou logo tratam de começar seus julgamentos com relação ao meu comportamento, não julgam à mim, e sim a religião. Resumindo, acabam generalizando: "-Ó lá, num é crente, pq essa roupa? Pq fala assim?" E a última coisa q'eu quero é desonrar o nome do meu Deus por conta das minhas atitudes, falhas ou não.


Agora o ponto chave desse meu post de desabafo: religião e crença são coisas totalmente diferentes!
Eu sou Evangélica, sou Cristã, sou Protestante ou qualquer outro termo usado para separar as pessoas dessa mesma fé. Mas, sou pelo conceito, pq me identifico mais com essa forma de expressão de crença. Meus princípios são cristãos, minha índole, minha forma de pensar, ponto.


Qual é a diferença entre um cristão como eu e um católico- não praticante (que se declare assim)?! A Igreja Católica tem tantas doutrinas rígidas quanto as Evangélicas, pra citar algumas: proíbe o uso da camisinha; homossexualismo é pecado; dízimo também é uma forma de obediência; sexo antes do casamento é contra os princípios... Se parar pra pensar, os "valores base" são os mesmos...
Mas, pq então o dedo apontado pra mim, se o seu pecado é igual ao meu?


Não tô justificando os meus erros, e nem tentando abafá- los. Admito- os todos (minha vó sabiamente dizia: "Voltar atrás é melhor que perder- se no meio do caminho"), e o faço de forma aberta, pq tenho em mim que a mudança e o assumimento de um erro é uma virtude e não uma falha, muito menos uma vergonha. Só tô querendo mostrar que independente da religião que eu declarar o pecado é o mesmo, nem maior, nem menor, exatamente igual, tanto pra mim quanto pra você.


Já me julgo de mais sozinha, já sou crítica o suficiente de mim mesma, minha guerra interna já é uma batalha árdua o bastante pra mim, não preciso de pessoas me questionando por conta da minha fé, mas se quiser me questionar por conta do que eu sou, aceito a censura.


A diferença entre o que eu acredito e o que eu sou? Nenhuma! 


Sou exatamente o que creio! E, acredito no que eu sou!

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